Quarta-feira, Fevereiro 09, 2011

a supremacia de Alan Wake





Segue um pequeno desafio para quem jogou Alan Wake (Remedy Entertainment, 2010): vejam o trailer do filme Vanishing on 7th Street (Brad Anderson, 2010) e digam-me sinceramente o que acham. Para mim, torna-se impossível não traçar paralelismos entre os dois. Eles são mais do que evidentes. Contudo, este trailer dá-me mais vontade de jogar novamente Alan Wake do que ver Vanishing on 7th Street pela primeira vez. Não sei se o filme será bom ou não, o que sei é que a experiência jogável de Alan Wake foi e ainda é extremamente gratificante.



É precisamente devido a este tipo de comparações que considero que os videojogos também sabem contar boas histórias de terror e criar ambientes de suspense únicos e aprimorados. Em muitos casos, como o exímio Silent Hill 2 (Konami, 2001), poderão superar inúmeras experiências cinematográficas dentro do mesmo género. "Stay in the light!"

5 comentários:

Anónimo disse...

Tópico deveras interessante neste espaço, reflexôes como aqui vemos dão brilho ao indivíduo que visitar aqui :/
Escreve mair quantidade do teu espaço, aos teus utilizadores.

André Carita disse...

Obrigado pelo comentário.
Sempre que posso publicar algum texto faço-o. Infelizmente não tenho tido tanto tempo como gostaria.

Dieubussy disse...

Caro André,

É certo que o tratamento de estúdio dado ao filme recorda o ambiente explorado em Alan Wake. Aliás tenho dificuldades em conceber que Brad Anderson possa ter realizado o filme sem ter conhecimento do jogo em questão - o qual terá lhe terá apelado por diversas razões.

Contudo, convém mencionar que os requintes do jogo luz-sombra não são inteiramente importados de Alan Wake (jogo que, manifestamente, foi concebido com base em dezenas de referências da ficção, algumas mais claramente identificáveis que outras), advindo em significante parte de um contraste já explorado por Anderson nomeadamente na sua obra de 2001 intitulada "Session 9".

Neste filme, o realizador faz amplas utilizações do mesmo jogo de iluminação artificial (lanternas, lâmpadas, etc) e a escuridão que é própria do edifício onde a narrativa ocorre, culminando numa cena em que o personagem, que sofre de nictofobia, foge das luzes que se apagam em absoluto pavor. O requinte estético desta cena, assim como a sua clara intenção em fazer da escuridão um subtil personagem desta narrativa, expõe-se na forma temporizada como as luzes se extinguem em cadeia.

A cena em questão pode ser vista aqui: http://www.youtube.com/watch?v=r84qEC3Iu70

Digo isto apenas para defender a originalidade temática do filme e minimizar o frequente paralelismo - ainda assim bem visível - que tem sido feito entre o jogo e a obra fílmica. Ele existe, sim, mas na forma de homenagem e não na menos honrosa qualidade de plágio (como muitos têm mencionado).


Um abraço,
Bruno de Figueiredo

Dieubussy disse...

Queria também deixar um outro apontamento: o argumento do filme já foi escrito há pelo menos dez anos. Não falo da ideia ou conceito apenas, mas o argumento em si descrevendo a quase totalidade destes elementos que, aparentemente, têm gerado esta ideia de uma aproximação do filme ao jogo.

Cumprimentos,
Bruno

André Carita disse...

Olá Bruno, obrigado pelos comentários!

Irei certamente ver este filme quando tiver oportunidade. Não coloquei em causa a originalidade do filme porque seria injusto avaliá-lo apenas pelo trailer. Aliás e como dizes bem, Alan Wake também é um título repleto de reminiscências tanto literárias como cinematográficas. Apenas achei curioso verificar que, neste caso, Alan Wake conseguiu um impacto muito maior que o filme. Faz-me lembrar o caso de Simon que teve um reconhecimento muito maior do que Touch Me da Atari lançado anos antes.

Um abraço,
André Carita