quarta-feira, setembro 05, 2012

iOS game - Poproids: Suicide Mission!

Poproids: Suicide Mission! it's our first iOS game released last week. It's a simple game yet very addictive. We know we still have some though work to do to but hey, that's what making a game means. For now we're pleased to share the extended trailer and all the information about the game, hoping to get more feedback in order to improve our future work. Cheers!






Game title: Poproids
Game gender: Arcade
Game platform: iPod, iPhone, iPad
Game version: 1.0
Developer: Can Do it Productions


GAME INFO:


* THE POPROIDS ARE COMING REALLY FAST… HOW LONG CAN YOU SURVIVE? *
POPROIDS: SUICIDE MISSION! is a fast paced action game that compels you to control a spaceship in order to survive long enough in a suicide journey defined by the madness chaos of colorful asteroids popping the blue sky.  Do you got what it takes to embrace the challenge?

* EASY TO LEARN HARD TO MASTER *
POPROIDS: SUICIDE MISSION! is an endless loop game. Mostly a coordinator builder that tries to combine fun gameplay with learning skills by improving your abilities and reflexes during your experience. It’s easy to learn and play but very hard to master. You’re going to love it!

* WHAT CAN YOU EXPECT? *
- An original design inspired by the colors and comics of the pop art movement;
- Infinite gameplay mode;
- Fun visuals, sounds and music;
- 23 compelling achievements to unlock;

* FACEBOOK ENABLED *
Publish and share your results and be the first to show your friends how good you really are.

* GIVE US FEEDBACK *
We want to know about your experience with POPROIDS: SUICIDE MISSION!, so please feel free to send us your opinion and suggestions to our email: candoitproductions@gmail.com

sexta-feira, agosto 17, 2012

Trash games: a face obscura dos videojogos


Embora possa parecer uma ideia paradoxal, é importante salientar que a comunicação não só é caracterizada por um poder incalculável como também por uma preocupante vulnerabilidade. Isto porque a abertura interpretativa à qual convida, poderá conduzir a uma liberdade ilimitada e, por vezes, perigosa, perante a sua flexibilidade e a ambiguidade dos seus efeitos. Os videojogos, ao usufruirem de potencialidades comunicativas inegáveis, conseguem veicular mensagens importantes e construtivas através de experiências jogáveis significativas. Mas alguns,  independentemente da qualidade questionável da sua concepção, poderão gerar grandes polémicas devido às intenções melindrosas dos seus criadores no aproveitamento dessas potencialidades.

A obra intitulada A Tirania da Comunicação de Ignacio Ramonet é um pequeno ensaio que convida o leitor a uma reflexão mais atenta sobre os conceitos de democracia e liberdade que parecem triunfar nas televisões de forma cada vez mais notória. Os poderes políticos e autoritários que dantes controlavam a televisão foram substituídos, ao longo dos anos, pela proliferação de uma liberdade expressiva, por vezes, incontrolável. A modernização da televisão tornou-a perigosa, transformando as suas qualidades em defeitos e as suas virtudes em vícios. A tirania é, sobretudo, o que caracteriza, actualmente, o poder da comunicação e que resulta de uma falta de harmonia gritante entre os standards mínimos de qualidade exigida. Uma espécie de “ópio do povo” que procura apresentar espectáculos no sentido de distraír e desviar o público da sua actividade cívica. Partindo desta ideia, é possível traçar um paralelismo interessante entre a televisão e os videojogos. Da mesma forma que a indústria televisiva apresenta muitos programas imbuídos no conceito denominado trash TV, “em que a vulgaridade e a grosseria são explicitamente reinvindicados como meios de comunicação fundamentais com o público” (Ramonet, 1999: 79), também na indústria dos videojogos é possível mencionar alguns títulos que poderiam muito bem fazer parte de um novo conceito denominado de trash games. “Perante o agravamento das inquietações colectivas”, a televisão “procurou transformar em espectáculo as desgraças sociais” (Ramonet, 1999: 79). Alguns videojogos acabam por reflectir uma ideia de espectáculo negativo semelhante perante uma certa dose de controvérsia, deselegância e, por vezes, muito mau gosto. Ao invés de procurarem criar experiências interactivas que possam ser, de alguma forma, construtivas, muitos dos criadores ou das produtoras responsáveis por este tipo de jogos procuram, sobretudo, maior exposição e protagonismo independentemente da polémica que as suas criações possam fomentar, pois consideram que uma crítica negativa é melhor do que crítica alguma. Como tal, os títulos mencionados em seguida, são apenas alguns exemplos que, pelas piores razões, marcam negativamente a história dos videojogos (ver Berens e Howard, 2008: 50-1).



Em Custer’s Revenge, lançado em 1982 para a Atari 2600, o jogador controla o General George Armstrong Custer representado parcialmente despido num deserto. O objectivo consiste em desviar-se das setas atiradas pela tribo de índios a fim de se aproximar da mulher indígena que, no lado oposto do ecrã, se encontra amarrada a um cacto completamente nua e vulnerável. Como seria de prever, este título gerou inúmeros protestos nos Estados Unidos da América por parte de várias organizações dos direitos humanos alegando que o possuía conotação racista e machista.

PornStar 3D: Hail to The Beef é um videojogo pornográfico baseado no escândalo sexual que envolveu o ex-presidente dos Estados Unidos da América Bill Clinton e Monica Lewinsky. Tendo como cenário algumas das divisões da Casa Branca em Washington, como a sala oval por exemplo, o jogador controla as acções de Bill Clinton bem como a perspectiva das câmaras como forma de alargar os limites da liberdade visual e de superar possíveis restrições imaginativas. Esse controlo traduz-se no principal poder que é dado ao longo da experiência interactiva sendo o seu resultado o apogeu de um certo voyeurismo desconcertante. Sem nenhum objectivo concreto, PornStar 3D: Hail to The Beef acaba por complementar as notícias de um episódio mediático através de uma experiência “jogável” sobre um acontecimento apenas relatado. Os jogadores podem assim explorar os limites que a liberdade das acções e do controlo das câmaras permitem mostrar.



Hooligans: Storm Over Europe aborda o problema real e muito grave da violência no desporto entre claques ou grupos de adeptos. O objectivo do jogador é tornar o seu grupo de hooligans o mais conhecido em toda a Europa. Embora procure afirmar-se como um jogo de estratégia, a sua pobre concepção aliada a um humor negro desmedido acabou por condenar o jogo ao fracasso. Com o slogan “The only thing to fear, is running out of beer!”, Hooligans: Storm Over Europe reforça a já má imagem associada ao hooliganismo perante o consumo de bebidas alcoólicas e drogas, muitas vezes na origem dos violentos confrontos que resultam em ferimentos graves ou mesmo na morte de adeptos. Hooligans: Storm Over Europe é pois um título que arrasa por completo a imagem de comunhão e de festa que deveria haver tanto no futebol como em qualquer evento desportivo.



America’s 10 Most Wanted: The War on Terror é um videojogo que ao invés de criticar e condenar a política de George W. Bush no que respeita ao terrorismo, transforma-a em entretenimento. Perante a frase “connosco ou contra nós” que definiu a linguagem autoritária e explícita de Bush no seu discurso, o jogo não se limita apenas a excluir por completo a neutralidade como posição séria nesta guerra como também reforça a aliança com os Estados Unidos da América como sendo a solução mais indicada. Com os acontecimentos do 11 de Setembro e no Afeganistão ainda recentes na memória e com os Estados Unidos da América num constante clima de medo e insegurança, America’s 10 Most Wanted: The War on Terror ilustra a cooperação estratégica numa intensa caça ao homem ao incentivar os jogadores a “fazerem parte da solução”, perseguindo e eliminando os diversos líderes terroristas da lista do FBI, entre os quais, o na altura líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden.



JFK: Reloaded foi criado com o intuito de simular o acontecimento que ditou a morte do presidente dos Estados Unidos da América John F. Kennedy. Acontece que ao contrário dos muitos documentários que existem sobre o seu assassinato, este título apresenta uma perspectiva polémica ao colocar o jogador no papel do assassino com o objectivo de assegurar a recriação dos factos que marcaram a história. Contudo, a polémica foi ainda maior uma vez que o jogo foi lançado no dia 22 de Novembro de 2004, precisamente 41 anos após a morte de John F. Kennedy (Berens e Howard, 2008: 51). Agora gratuito, qualquer jogador que experimente JFK Reloaded deverá pensar sobre se o jogo foi realmente desenvolvido para simular um facto histórico ou se foi desenvolvido deliberadamente para “chocar” o público. Seja como for, a produtora Traffic Games responsável pela sua criação acabou por falir e desaparecer no meio de um forte criticismo por parte de diversos políticos e comentadores.



Super Columbine Massacre RPG! é um videojogo online que procura recriar o massacre de Columbine no dia 20 de Abril de 1999, no qual dois alunos entraram na escola armados e mataram alguns dos seus colegas e professores acabando no fim por se suicidarem. Tanto a exclamação no próprio título como a justificação dada pelo seu criador Danny Ledonne de se tratar de um jogo que “implore introspecção” aos jogadores (Berens e Howard, 2008: 51), parecem não ser suficientes para fazer deste título uma crítica dura às graves falhas no sistema do país - da mesma forma como Gus Van Sant conseguiu através do seu filme Elephant - ou um exercício de observação sério aos fenómenos psíquicos da própria consciência. Como muitas vezes acontece nas notícias televisivas, “o objectivo não é levar-nos a compreender uma situação, mas permitir-nos assistir a uma (des)ventura” (Ramonet, 1999: 37) e Super Columbine Massacre RPG! permite-nos jogar uma (des)ventura, podendo resultar numa aversão e desconfiança em relação às verdadeiras intenções de Danny Ledonne.

É interessante verificar que apesar da enorme polémica e da comunicação viral em torno dos títulos mencionados, muitos ficaram marcados por um enorme fracasso ao nível de vendas perante a clara reprovação por parte de uma grande maioria de jogadores. A verdade é que se não abordassem temas polémicos e susceptíveis ao interesse de uma comunicação social cada vez mais entregue ao “sensacionalismo a qualquer custo” (Ramonet, 1999: 102-3), grande parte destes videojogos passariam facilmente despercebidos (McCarthy et al., 2005: 166-71).


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Referências bibliográficas:
BERENS, Kate e HOWARD, Geoff (2008), The Rough Guide to Videogames, London: Rough Guides.
MCCARTHY et al. (2005), The Complete Guide to Game Development, Art & Design, Cambridge: The Ilex Press.
RAMONET, Ignacio (1999), A Tirania da Comunicação, Porto: Campo das Letras.

quarta-feira, novembro 23, 2011

Max Payne 3: Design & Tech Trailer

Mais um vídeo interessante sobre alguns dos aspectos relativos ao game design do novo capítulo de Max Payne. A ver!

Max Payne 3: Design & Technology Series
Creating a Cutting Edge Action-Shooter

quarta-feira, novembro 16, 2011

Nova pós-graduação em Game Design



Game Design - Pensar o Jogo, é o novo curso de formação especializada que irá decorrer na Alquimia da Cor, no Porto.

"Com um corpo docente constituído por especialistas com currículo académico, artístico e profissional reconhecido, oriundos de Portugal e Espanha, (...) o curso procurará contribuir para a dinamização do conhecimento e do pensamento crítico sobre teorias e práticas dos processos de produção de videojogos, contribuindo ao nível da formação e preparação de profissionais que possam aproveitar da melhor forma as oportunidades criadas pela própria indústria, tanto ao nível nacional como internacional."

INSCRIÇÕES ABERTAS
Para mais informações consultar a página do curso
aqui.

segunda-feira, junho 20, 2011

maze of squares



Maze of Squares é o protótipo do meu primeiro videojogo criado com a versão gratuita do programa Game Maker 8.1, com o intuito de aprender algumas das suas ferramentas básicas. Disponibilizei-o no site YoYoGames e podem descarregar o ficheiro executável aqui.

Espero que gostem!


INSTRUCTIONS:
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1. This is a maze.
2. You control the blue square with the arrow keys.
3. You need to catch the green squares and avoid the red ones.
4. The green squares gives you 50 points.
5. The red squares multiplies over the time and makes the game harder.

Good Luck!

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

a supremacia de Alan Wake





Segue um pequeno desafio para quem jogou Alan Wake (Remedy Entertainment, 2010): vejam o trailer do filme Vanishing on 7th Street (Brad Anderson, 2010) e digam-me sinceramente o que acham. Para mim, torna-se impossível não traçar paralelismos entre os dois. Eles são mais do que evidentes. Contudo, este trailer dá-me mais vontade de jogar novamente Alan Wake do que ver Vanishing on 7th Street pela primeira vez. Não sei se o filme será bom ou não, o que sei é que a experiência jogável de Alan Wake foi e ainda é extremamente gratificante.



É precisamente devido a este tipo de comparações que considero que os videojogos também sabem contar boas histórias de terror e criar ambientes de suspense únicos e aprimorados. Em muitos casos, como o exímio Silent Hill 2 (Konami, 2001), poderão superar inúmeras experiências cinematográficas dentro do mesmo género. "Stay in the light!"

terça-feira, fevereiro 01, 2011

começar 2011 com uma sugestão: STAR-T Magazine




"Lee sobre videojuegos de otra manera"

Em vez de começar este ano com as minhas escolhas pessoais sobre os melhores títulos de 2010 que joguei, prefiro neste momento informar-vos sobre uma nova revista de videojogos que comprei hoje em Barcelona. Lançada em Dezembro de 2010, a STAR-T Magazine é a revista que sempre ansiei. Ao contrário do que acontece com a maioria das revistas em Portugal, a STAR-T Magazine não centra os seus textos em análises superficiais e supérfluas com sistemas de classificação de estrelas, percentagens, pontos, favores ou patrocínios (para isso temos centenas de sites gratuitos e constantemente actualizados), mas sim em desconstruções profundas muitas vezes apoiadas por importantes e pertinentes referências artísticas e culturais. Desta forma os textos resultam numa estimulante combinação entre um discurso jornalístico e um discurso mais académico, onde para além de referirem os principais aspectos dos videojogos, procuram levantar questões. Assim, ao invés de muitos e curtos artigos acompanhados com páginas inteiras de publicidade a programas de televisão e Wrestling, a revista apresenta poucos mas longos artigos que nos fazem pensar naquilo que jogamos. À semelhança da EDGE, também as últimas páginas contêm diversos artigos de opinião (um por página). De realçar também o facto do nome do autor do texto surgir sempre identificado no seu início, o que nem sempre acontece noutras revistas do género. Em relação ao conteúdo deste primeiro número, começa com um artigo sobre o processo criativo de Limbo e termina com um artigo de opinião sobre os paradigmas na arte de Braid. Pelo meio um interessante texto sobre o trabalho de Tetsuya Mizuguchi. É esse o propósito de uma revista de videojogos, elevar a sua (nossa) cultura ao invés de a retalhar. A não perder!


"La historia de STAR-T MAGAZINE empieza aquí.

La revista que se ocupa de ese aspecto importante en la industria de los videojuegos: los desarrolladores. Sus equipos, personas, creadores, compañias y cómo no, sus juegos. Durante más de un año se ha ido fraguando una revista con una perspectiva diferente sobre los videojuegos. Más que un “magazine sobre la cultura de los videojuegos” STAR-T MAGAZINE es la oportunidad de agrupar a expertos, periodistas y académicos para que ofrezcan sus contenidos de alta calidad en un formato agradable y cómodo de leer.

Su propuesta basada en aumentar el foco sobre los creadores y la cultura del videojuego, será clave en el desarrollo de la revista. Análisis de juegos rayando el ensayo, teorías donde la historia, la ciencia y el arte definen los juegos, monográficos de responsables de títulos legendarios y opiniones de reputados críticos, académicos y desarrolladores, son la punta de lanza con la que STAR-T se presenta ante el mundo.

STAR-T MAGAZINE es la nueva revista que podrás leer en tus manos, saber en internet y opinar en tu red social favorita. Una visión en la que los héroes tienen cabida, en la que los juegos son analizados de una forma exhaustiva, rigurosa y bibliográfica, en la que la historia nos tiene que decir mucho sobre los juegos, en la que su futuro está en vuestras manos.

STAR-T MAGAZINE se distribuye a nivel nacional.

En el número 01: Gears of War 3, Okamiden, Limbo, Heavy Rain, Picross 3D, Super Metroid, SplatterHouse, Zone Of The Enders, Daniel Sánchez-Crespo, Tetsuya Mizuguchi, El espacio en juego, etc.

Bienvenidos a vuestra cultura."
(1)


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(1) Retirado do site oficial da revista. Para mais informações aceder aqui.