segunda-feira, junho 20, 2011

maze of squares



Maze of Squares é o protótipo do meu primeiro videojogo criado com a versão gratuita do programa Game Maker 8.1, com o intuito de aprender algumas das suas ferramentas básicas. Disponibilizei-o no site YoYoGames e podem descarregar o ficheiro executável aqui.

Espero que gostem!


INSTRUCTIONS:
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1. This is a maze.
2. You control the blue square with the arrow keys.
3. You need to catch the green squares and avoid the red ones.
4. The green squares gives you 50 points.
5. The red squares multiplies over the time and makes the game harder.

Good Luck!

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

a supremacia de Alan Wake





Segue um pequeno desafio para quem jogou Alan Wake (Remedy Entertainment, 2010): vejam o trailer do filme Vanishing on 7th Street (Brad Anderson, 2010) e digam-me sinceramente o que acham. Para mim, torna-se impossível não traçar paralelismos entre os dois. Eles são mais do que evidentes. Contudo, este trailer dá-me mais vontade de jogar novamente Alan Wake do que ver Vanishing on 7th Street pela primeira vez. Não sei se o filme será bom ou não, o que sei é que a experiência jogável de Alan Wake foi e ainda é extremamente gratificante.



É precisamente devido a este tipo de comparações que considero que os videojogos também sabem contar boas histórias de terror e criar ambientes de suspense únicos e aprimorados. Em muitos casos, como o exímio Silent Hill 2 (Konami, 2001), poderão superar inúmeras experiências cinematográficas dentro do mesmo género. "Stay in the light!"

terça-feira, fevereiro 01, 2011

começar 2011 com uma sugestão: STAR-T Magazine




"Lee sobre videojuegos de otra manera"

Em vez de começar este ano com as minhas escolhas pessoais sobre os melhores títulos de 2010 que joguei, prefiro neste momento informar-vos sobre uma nova revista de videojogos que comprei hoje em Barcelona. Lançada em Dezembro de 2010, a STAR-T Magazine é a revista que sempre ansiei. Ao contrário do que acontece com a maioria das revistas em Portugal, a STAR-T Magazine não centra os seus textos em análises superficiais e supérfluas com sistemas de classificação de estrelas, percentagens, pontos, favores ou patrocínios (para isso temos centenas de sites gratuitos e constantemente actualizados), mas sim em desconstruções profundas muitas vezes apoiadas por importantes e pertinentes referências artísticas e culturais. Desta forma os textos resultam numa estimulante combinação entre um discurso jornalístico e um discurso mais académico, onde para além de referirem os principais aspectos dos videojogos, procuram levantar questões. Assim, ao invés de muitos e curtos artigos acompanhados com páginas inteiras de publicidade a programas de televisão e Wrestling, a revista apresenta poucos mas longos artigos que nos fazem pensar naquilo que jogamos. À semelhança da EDGE, também as últimas páginas contêm diversos artigos de opinião (um por página). De realçar também o facto do nome do autor do texto surgir sempre identificado no seu início, o que nem sempre acontece noutras revistas do género. Em relação ao conteúdo deste primeiro número, começa com um artigo sobre o processo criativo de Limbo e termina com um artigo de opinião sobre os paradigmas na arte de Braid. Pelo meio um interessante texto sobre o trabalho de Tetsuya Mizuguchi. É esse o propósito de uma revista de videojogos, elevar a sua (nossa) cultura ao invés de a retalhar. A não perder!


"La historia de STAR-T MAGAZINE empieza aquí.

La revista que se ocupa de ese aspecto importante en la industria de los videojuegos: los desarrolladores. Sus equipos, personas, creadores, compañias y cómo no, sus juegos. Durante más de un año se ha ido fraguando una revista con una perspectiva diferente sobre los videojuegos. Más que un “magazine sobre la cultura de los videojuegos” STAR-T MAGAZINE es la oportunidad de agrupar a expertos, periodistas y académicos para que ofrezcan sus contenidos de alta calidad en un formato agradable y cómodo de leer.

Su propuesta basada en aumentar el foco sobre los creadores y la cultura del videojuego, será clave en el desarrollo de la revista. Análisis de juegos rayando el ensayo, teorías donde la historia, la ciencia y el arte definen los juegos, monográficos de responsables de títulos legendarios y opiniones de reputados críticos, académicos y desarrolladores, son la punta de lanza con la que STAR-T se presenta ante el mundo.

STAR-T MAGAZINE es la nueva revista que podrás leer en tus manos, saber en internet y opinar en tu red social favorita. Una visión en la que los héroes tienen cabida, en la que los juegos son analizados de una forma exhaustiva, rigurosa y bibliográfica, en la que la historia nos tiene que decir mucho sobre los juegos, en la que su futuro está en vuestras manos.

STAR-T MAGAZINE se distribuye a nivel nacional.

En el número 01: Gears of War 3, Okamiden, Limbo, Heavy Rain, Picross 3D, Super Metroid, SplatterHouse, Zone Of The Enders, Daniel Sánchez-Crespo, Tetsuya Mizuguchi, El espacio en juego, etc.

Bienvenidos a vuestra cultura."
(1)


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(1) Retirado do site oficial da revista. Para mais informações aceder aqui.

quarta-feira, novembro 10, 2010

the unfair platformer, brilhante!



Na obra Game Design - Second Edition, Bob Bates deixa um alerta aos responsáveis pela produção de videojogos, com especial foco para os game designers: “Tu não és o adversário do jogador. O teu trabalho consiste em ajudá-lo a gostar do jogo que criaste. É fácil perder esta ideia de vista, especialmente quando muitas das tuas tarefas envolve desafiar o jogador a encontrar aquele delicado equilíbrio entre frustração e prazer” (2004: 32). Com esta mensagem, Bob Bates procura sensibilizar os game designers para o facto das suas criações finais serem alvo de múltiplas abordagens por parte de uma variedade enorme jogadores que procuram acumular novas aprendizagens e experiências nas suas jogabilidades. É precisamente devido a este aspecto que se torna interessante mencionar neste artigo The Unfair Platformer, criado pela Eggy e disponível na Internet desde Janeiro de 2008.


“Who said platform games had to be nice and fair? Time for a little change.”






The Unfair Platformer é brilhante na forma como consegue quebrar todos os princípios e regras básicas do design de um jogo de plataformas. O jogador terá que controlar o personagem ao longo de vários níveis repletos de armadilhas não visíveis ou deturpadas por indicações presentes nos diversos cenários do videojogo. O seu principal objectivo é, pois, o de criar uma experiência diferente, frustrante e irritante, reforçada pela melodia em loop que acompanha toda a jogabilidade num constante apelo à paciência do jogador mais persistente. Existe uma clara intenção em mostrar o quanto frustrante pode ser um simples videojogo de plataformas, contrariando por completo a ideia de Bob Bates, e de gozar com qualquer jogador, transformando os seus processos de tentativa-erro em actos de desespero e de permanente inquietação. Pode parecer estranho mas é precisamente isso que o torna divertido.

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The Unfair Platformer (Eggy, 2008), pode ser jogado aqui.

sábado, julho 17, 2010

level #4 completed!



O Pensar Videojogos comemora hoje o seu quarto aniversário. Uma data que irá marcar mais uma etapa de novas e estimulantes descobertas. Por me encontrar numa fase já avançada da tese de doutoramento, este novo ano do blog irá ficar marcado com uma mudança para a cidade de Barcelona durante alguns meses. As visitas a algumas faculdades, museus, exposições e o contacto mais próximo com uma cultura diferente irão ajudar-me a enriquecer alguns pontos da fundamentação teórica. Tentarei assim que me for possível publicar novos textos e reflexões sobre videojogos, livros ou artigos com o intuito de partilharmos em conjunto as mais diversas experiências, até porque, ao longo destes quatro anos de vida do blog, as vossas opiniões e críticas construtivas têm sido extremamente importantes na forma como devemos pensar naquilo que jogamos.

Estamos todos de parabéns, pois quatro anos a escrever, debater e pensar videojogos é obra! O meu obrigado e até já! :)

quinta-feira, julho 01, 2010

musée du jeu vidéo





O primeiro museu de videojogos em França abriu em Abril deste ano e conta com uma interessante exposição da sua história, cultura, personalidades e principais ícones (mais informação no documento de apresentação). Para quem não tem a possibilidade de lá ir, poderá explorar a sua página oficial e fazer uma visita virtual aqui. A não perder!




Obrigado Diva Cruz pela dica!

domingo, maio 02, 2010

pec-man

"PEC - Programa de Estabilidade e Crescimento", reportagem do jornalista Mário Carneiro, exibido no programa Sinais de Fogo da SIC.